D. Jaime de Melo, 3.º Duque do Cadaval, cedeu uma das suas propriedades na Serra de Sintra a Frederico Ludovice, arquiteto do grandioso Palácio-Convento de Mafra, edificado em estilo barroco no século XVIII.

Ludovice mandou então erigir na sua nova quinta dois pavilhões simétricos, os quais se encontram, aliás, perfeitamente adaptados à forte inclinação do terreno; constituindo, por isso, um belíssimo exemplo de arquitetura integrada no meio.

Refira-se, por outro lado, que a originalidade destas construções simples e de inspiração vernácula, reside no facto de os edifícios terem sido, mais tarde, unidos por um muro recurvado. Este muro enquadra um portal de animada decoração barroca e uma escadaria de degraus ondulantes em forma de balestra que disfarça o desnível e recorda, já, a “escola de Queluz”.

Nos graciosos jardins que se desdobram em socalcos e de onde se vislumbram dilatados panoramas, destaca-se o grande tanque circular, encimado por medalhão cerâmico com a seguinte legenda: JNTUS AQUE DULDES SIC PERME PALMA VIRESCI MDCCLXXXVIII

Encontram-se também dispersos pelo parque vários painéis de azulejos, a azul e branco, atribuíveis à oficina de Bartolomeu Antunes (cerca de 1740), que ali foram colocados por volta de meados do século passado.

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