A cerca de 300 m a Sudeste da Vila de Colares, num ameno e fértil vale, já próximo da ribeira da Abreja, ergue-se, singela, a pequena Ermida de Nossa Senhora de Milides, junto a uma casa senhorial muito adulteradas, mas pateando ainda alguns vestígios manuelinos e outros já modernos. Em redor da dita Capelinha subsiste uma necrópole medieval parcialmente aberta sobre um campo de silos escavados na rocha alto-medievais.

As sepulturas – orientadas Este-Oeste – apresentam-se, na totalidade, escavadas na rocha, esboçando algumas delas uma solução antropomórfica e permaneciam cobertas com lajetas. Para estas inumações encontramos um paralelo geograficamente vizinho na Igreja Paroquial de Santa Maria. Devido ao facto de se observar a destruição de alguns sepultamentos por outros, aproveitando, inclusive, paredes comuns para mais do que um enterramento, sobreposição de túmulos e colocação de ossários no interior das covas, permitirá poder concluir-se, a priori, ter havido, ao longo dos 300 anos em que esta necrópole esteve ativa (entre os séculos XII e XIV), grande ocupação deste chão sacralizado.

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