A estação da Idade do Bronze do Castelo dos Mouros implanta-se numa encosta, junto a uma das extremas da fortificação medieval, a 450 m de altitude, dominando todo o vale que se estende para Norte. Os fragmentos cerâmicos ali recolhidos são muito significativos e decorados com ornatos brunidos, vasos carenados, grandes recipientes, para além de escassas lascas de sílex. A presença de artefactos semelhantes na antiga paroquial sintrense poderá apontar para uma ocupação esparsa, distribuída ao longo de vários patamares de vertente do cume hoje dominado pelo grande albacar, podendo, ainda, integrar o sítio do Parque das Merendas.

Apesar dos materiais provirem de recolhas de superfície (prospeções de 1986), pode-se afirmar que o habitat do Castelo dos Mouros foi ainda ocupado no Bronze Final (séculos X-VIII a.C.). As cerâmicas brunidas tipo “Lapa do Fumo/Alpiarça” encontram-se na Estremadura, disseminadas por um vasto leque de povoados e sepulturas. Estes testemunhos arqueológicos surgem e significativa percentagem em locais com naturais condições defensivas, ocorrendo também em cumeadas naturalmente protegidos como Chibanes, Santa Eufémia da Serra, Penedo do Lexim, Alcainça, Pragança, Castro de Caratão e, obviamente, no sítio Calcolítico do Castelo dos Mouros.

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