Este monumento pré-histórico foi identificado na década de 1950, tendo-se realizado a primeira intervenção arqueológica, logo em 1957, através da abertura de uma vala de sondagem que revelou estar-se perante uma sepultura, com ocupação atestada no Calcolítico Final.

Implantado sobre um cume, com excelente domínio da paisagem, ainda que não muito elevado na vertente Norte da Serra de Sintra, este tholos – ou monumento funerário – foi construído sobre um caos de blocos graníticos e integra, parcialmente, afloramentos rochosos na estrutura. A sua planta constitui-se por câmara circular e corredor que constituem, aliás, características dos tholoi calcolíticos. Para a sua construção aproveitaram-se as condições naturais do terreno e utilizaram-se muros de lajedo fino para preencher as aberturas naturais existentes entre os blocos. Esta edificação encontra-se coberta por enorme pedra que dificilmente teria sido transportada pelo homem, pelo que se supõe a sua prévia existência no local e na mesma posição, quando o abrigo natural foi transformado em espaço de inumações. Existem ainda escassos vestígios de aglomerações pétreas que terão sido parte da mamoa. 

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