Este povoado calcolítico situava-se num cabeço conhecido por Penha Verde (cota altimétrica: 360 m) e erigia-se sobre caos de blocos graníticos, contrastando, aliás, com o ambiente geológico em que se implanta, porquanto as estruturas postas a descoberto encontram-se construídas com lajes de calcário.

Tratam-se de duas habitações de planta circular com corredor de acesso. Verifica-se a existência de um silo parcialmente escavado na rocha, em pleno lajedo que dá acesso à casa n.º 2. Ali foram também encontrados troços de muralha que preenchem os intervalos entre os penedos graníticos do cume.

As primeiras recolhas realizadas no local remontam ao ano de 1949. Mais tarde, em 1957-1958, procedeu-se à escavação e consequente publicação dos elementos encontrados no povoado da Penha Verde, que identificando diversos níveis de ocupação: o primeiro reporta-se à existência de uma “indústria” microlaminar Epipaleolítica; o segundo, consiste de um nível de ocupação do Calcolítico Médio; o terceiro consiste numa fase ocupacional do Calcolítico Final, tendo-se constatado já ali a existência de peças com cronologia circunscrita à Idade do Bronze e cuja datação, obtida através de C14, aponta para um aro cronológico a volta de 1430 a.C.

Esta última fase de ocupação é, sem dúvida, a melhor representada e os paralelos estabelecidos com outros arqueossítios, como os contextos do estuário do Sado, designadamente no Castro da Rotura.

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